“Quando se fala em FLEXIBILIZAÇÃO nunca é para aumentar e, sim, para tirar direitos”

 

Nesta sexta-feira, 28 de abril, a cidade de Brusque vai sediar, junto com outros municípios brasileiros, manifesto contra as reforma trabalhista e da Previdência. Para o presidente do Sintricomb, Izaias Otaviano, a situação do trabalhador e da trabalhadora está muito delicada quanto à ameaça de retirada de direitos.

“Sabemos que será um dia de paralisação nacional. É importante dar força à essa manifestação, tendo em vista o grande número de direitos dos trabalhadores que vem sendo tirados ou ameaçados de maneira sistemática”, destaca ele.

Para Otaviano, as medias que estão sendo levadas ao Congresso Nacional pelo presidente Michel Temer são ameaças consistentes à conquistas históricas dos trabalhadores. Nenhum delas traz benefícios.

“Quando se fala em flexibilização, em mexer em direitos dos trabalhadores, nunca é para aumentar,  é sempre para tirar. Isso tem que ficar claro”.

Na avaliação de Otaviano, trata-se de um movimento legitimo e se não houver reação da população neste momento, talvez isos não seja mais possível. Ele lembra que as votações já começaram em Brasília. A trabalhista foi aprovada em plenário na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 26.  Agora, ela segue para o Senado, onde ainda há chances de barrar seu andamento.

Otaviano chama atenção para um dos pontos destacados na reforma trabalhista, que trata da jornada de trabalho intermitente. Nela, a empresa poderá contratar o funcionário e pagar por hora trabalhada e não mais como ocorre hoje, em que há uma carga mínima e uma máxima a ser cumprida. “O patrão pode contra o trabalhador, deixar ele uma semana em casa, chamar de novo, ele trabalhar quatro dias e pagar esses dias. Acabou o serviço, ele volta pra casa. Não podemos ser favoráveis de uma medida dessas que vai deixará o trabalhador desamparado”, pontua ele..

O presidente do Sintricomb alerta sobre a importância de adesão ao manifesto de 28 de abril. “Ou o trabalhador vai para a rua e mostra sua indignação, ou vai trabalhar sem direitos para o resto de sua vida. Porque se mexer agora, não volta mais”, frisa ele.

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